sábado, 21 de novembro de 2009

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Coise.

"Cabelo sem caspa reforça a sua confiança em atrair", era o que dizia o frasco de champô (não vou dizer a marca, obviamente, se não o preço das acções da companhia disparariam, e a economia mundial entraria em colapso). Não sei sem por que razão escrevi esta frase aqui, mas achei-lhe mesmo piada. Os rótulos de produtos capilares dizem (quase) sempre coisas interessantes. ''Viciado no estilo - para usar de manhã, à tarde e durante toda a noite! Party all the time!'', por exemplo. Hei-de fazer uma recolha de mais alguns exemplos, e post.to-os aqui, se é qe o verbo existe. (Pouco provável).
Adiante, estou sentada, com o portátil em cima dos joelhos, a obrigar-me a escrever quaquer coisa. Nunca gostei de ser obrigada escrever, e as minhas composições de escola nunca correram tão bem como deviam. Nunca gostei muito de pensar para um texto, que seja, escrito aparecer em minhas mãos. Sempre gostei que a escrita me saísse naturalmente, coisa que é verdadeiramente fantástica, quando acontece. Infelizmente não é muito frequente. Neste momento, estou a tentar arranjar um tema para o post, enquanto "enfio" palha aqui para dentro. Não está a resultar.
Cruzo os braços. Olho em volta, e reparo na minha cama, agora imaculadamente feita, a dar ar de que está sempre assim. Como se isso fosse possível.
Lembro-me que há noites em qe tenho pesadelos. Quando isso acontece, levanto-me e vou para a casa-de-banho, o sitio da casa com mais luz. Se nao resultar, lavo a cara e finalmente percebo a irracionalidade do que me atemoriza.
Lembro-me qe há noites em que tenho sonhos sem sentido, onde monstros de gelatina me perseguem e ofereço chávenas de chá com leite a formigas.
Lembro-me que há noites em que a minha imaginaçao esta ao rubro, e crio desenlaces que acordada nunca vim ou virei a pensar criar. Quando tinha sete anos, imaginei um drama, adaptado ao cinema, que ainda hoje me fascina. Ainda me lembro bem dos protagonistas. A personagem principal, tinha a cara de quem eu hoje sei pertecer ao senhor Ben Affleck, e a trapezista, a personagem principal do sexo feminino, era muito parecida com a senhora aqui de cima, se bem qe a cara nao estava bem definida, e eu nao conhecia a actriz. Pondo assim as coisas, nao parece assim tao fascinante, mas se um dia tiver paciência e tempo, sento-me e escrevo o guião, só para tirar as duvidas.
Lembro-me que há noites em penso e que há noites em que escrevo num papel um assunto, para dormir sobre ele.
E lembro-me que há noites em que durmo. Sem pensamentos, profundos ou não, sem interrupções, sem sonhos, sem pesadelos, sem nada. Acho que essas noites é que deveriam ser dignas do dito ''passadas em branco''. As noites em que não se dorme, nunca estão vazias de pensamentos, profundos ou não, de interrupções, de sonhos ou pesadelos (é possivel sonhar acordado). Acho que tudo depende das interpretações do conceito ''branco''. Será que significa o vazio, como automaticamente se assume, ou o cheio, contando com o facto de ser a mistura de todas as cores? Não sei, nem sei se gosto dessas noites, das vazias, digo. Acho que jogam demasiado pelo seguro, sem arriscar. Mas eu, como já devem saber, não sei de muita coisa.

Frase em estrangeiro:
Money can´t bring happyness. But money can buy ice-cream. Isn't that the same thing?
Nao sei onde li.

Cheguei.

Cheguei. Voltei do meu querido Al(agora All)garve, que, apesar de nao ser fascinante para a maior parte dos comuns mortais, para mim é. De qualquer maneira, estes dias de assimilação de vitamina D até souberam bem.
Espero, em breve, arranjar alguma coisinha mais ou menos (nao peço muito) decente para escrever. Quando arranjar, vocês saberão. Qualquer dia ainda apareço aqui com uma obra literária.
Ah, e eu também conheci o cão qe se apaixonou por uma pedra da calçada.

Frase em estrangeiro:
-Bloody hell, Harry!

terça-feira, 16 de junho de 2009

Petição Contra as Palavras de Verificação Estúpidas

Ainda tenho pouca experiência como bloguista, mas uma coisa posso afirmar com toda a segurança: as palavras de verificação do google sao estúpidas. Já me obrigaram a escrever 'coriti', 'ruttinsc' e coisas do genero. Por favor, se, tal como eu, está revoltado com esta situaçao, deixe um comentario e assine.

Como é apenas uma petição, nao tem direito a frase em estrangeiro.

sábado, 13 de junho de 2009

A Minha Inspiração Foi Com os Porcos


Perdi-a. Aquela réstia, e nada mais que réstia, de esperança que talvez as pessoas gostassem do que escrevo, desapareceu. Aquele restinho, e nada mais que restinho, de inspiração fugiu.
O que não passou foi a imensa vontade de escrever, mas sem os dois pontos acima o que será dela?

Não sei. Nem acho que alguem saiba.


Frase em estrangeiro:

Wouldn't it be ironic if you died in a living room?!

terça-feira, 2 de junho de 2009

...


Às vezes, quando era pequenina, não sabia distinguir acidente de incidente. Não sabia se era normal eu gostar de tirar sangue para fazer análises. Não sabia o que eram as estrelas, nem sabia se os livros para aprender Inglês eram feitos de propósito ou se eram livros de actividades de meninos ainda mais pequeninos ingleses. Às vezes, quando era pequenina, ninguém me sabia responder às questões que colocava. Teimava que o nome verdadeiro da Vanessa era Banessa, mas nós (os do meu infantário) só dizíamos Vanessa a brincar. Dizia que era do Futebol Clube do Porto porque o Porto tinha um café-restaurante, o que era novidade para mim. Achava imensa piada ao facto das coisinhas pretas do chão dos parques de estacionamento serem pastilhas elásticas e tinha um leitor de cassetes amarelo. Tinha uma colcha com um coelho e nas viagens grandes estava sempre a perguntar ao meu pai se estávamos a chegar e quando ele respondia não, perguntava quanto faltava. O meu pai respondia em quilómetros, e eu anuía com a cabeça e fingia que entendia. Quando era noite dizia que o Sol tinha ido para os chineses.
Agora não.
Agora sei distinguir acidente de incidente, sei que não era normal eu gostar de tirar sangue e sei o que são as estrelas. Sei que os livros para aprender inglês são feitos de propósito e que o nome da Vanessa se escreve com V. Já não digo que sou do Futebol Clube do Porto, agora raramente me perguntam de que clube sou. Já não acho piada as coisinhas pretas do chão e tenho um mp3 preto. A minha colcha é beige e quando o meu pai fala em quilometros eu percebo realmente. Agora sei que quando é noite o Sol não vai para os chineses. Agora já quase nada tem piada. Agora sei que gostava mais do meu Mundo quando sabia pouco.
Apesar de tudo, quando me perguntam o que é o monópolio comercial, ainda respondo que é um jogo de tabuleiro. Quando está Sol, ainda rodopio no passeio e quando o chapéu me foge ainda corro atrás dele. Ainda faço desenhos pequeninos, onde ninguém tem nariz, as caras são pálidas como a cal, os olhos são dois traços, as meninas têm sempre o cabelo esticado com uma ondinha no final e os meninos três pauzinhos a fazer de cabelo.Quando saio do banho ainda fico enrolada na toalha. Ainda tenho a minha flôr no pé esquerdo e ainda gosto de pinchonas e do Jardim da Celeste. Apesar de não me perguntarem, ainda sou do Futebol Clube do Porto porque o Porto tinha um café-restaurante, que não sei se ainda existe.
Às vezes, ainda vejo as coisas da mesma perspectiva. Não é uma má perspectiva, afinal.



Frase em estrangeiro:
Yesterday I found a shoelace and I put it around my head. It stills my lovely, evil shoelace, but now it is a hair ribbon (?) too.
Remember: Life's whatever you want.

sábado, 30 de maio de 2009

Nada.


Aqui estou eu, a evitar estudar a reforma protestante. Aqui estou eu a fingir que não tenho obrigações, que não há gente que dependa de mim, que eu não dependo de mim. Aqui estou eu, a escrever um texto sem razão de ser, num blog criado por razão nenhuma; sinto falta das férias.
Antes que isto se torne demasiado melancólico, vou escrever sobre outra coisa. Para fugir completamente ao assunto, vou escrever sobre nada. Não sei se serei boa a fazer isto, porque quando escrevo, falo, penso sobre algo, acabo sempre por fugir ao assunto, por divagar, por, como diz o meu pai, "tocar violino". Pergunto-svos a vós, pessoas iguais a mim, se será que se escrevermos, falarmos, pensarmos sobre nada acabaremos, como sempre a divagar. Se será que se escrevermos, falarmos, pensarmos sobre coisa nenhuma conseguiremos fugir a um assunto que não existe. Pergunto-vos a vós, se, pelo contrário, o nosso inconsciente consegue ser suficientemente forte para ignorar tudo isso e, mais uma vez, acabar por seguir outra linha, uma que nos guie a qualquer coisa completamente diferente do que estávamos a escrever, falar, pensar. Eu, eu não sei. Pergunto-vos a vós.
E aqui estou eu a fingir que sei escrever bem.
On Mondays I Rain.

Agora a frase em estrangeiro, a minha imagem de marca:
When nothing can see me, I can be or not to be.
And this is nothing…
(de alguem que não eu que não quis ser identificado, alguém que está farto de cinzentismos)

sexta-feira, 29 de maio de 2009

MGMT (ou não)


नेम सेम्प्रे तेंहो अस्सुन्तो पारा एस्क्रेवर।। पोर्कुए रियो é कुए इस्तो está अ एस्क्रेवर अस्सिम? Ah, assim está melhor. Continuando, nem sempre tenho assunto para escrever. Felizmente, para mim, obviamente, este não é o caso, e, por mais que inútil para a população em geral, hoje vou escrever sobre a complexidade de sentimentos quando recebi o meu primeiro comentario ao blog, 27 minutos depois de ter 'postado' o meu primeio post, ou não. Talvez não escreva sobre coisa nenhuma. Talvez escreva sobre tudo.
Declaro agora que optei pela segunda hipótese, já que este post perdeu todo o sentido.
Hoje está calor, e como sempre fazem nos dias de calor, os MGMT acompanharam-me, fazendo-me esquecer um pouco o facto de uma certa estrela chamada Sol me estar a tentar derreter. Ouvir boa música é sempre extremamente fantástico.
Antes que mude de ideias vou publicar isto, que já não estou a gostar da maneira como está escrito.
Como pretendo fazer daqui adiante, vou escrever agora a frase em estrangeiro (quem disse que InglÊs não era estrangeiro?!) do momento. Talvez eu fique famosa e esta se torne a minha imagem de marca.
Sometimes I pretend to be normal. But it gets boring. So I go back to being me. (da autoria de aguem que nao eu que nao quer ser identificado. )

On Mondays I Rain


Não, não era noite e um feixe de luz não me iluminou. Não, uma lâmpada não apareceu junto da minha cabeça, nem se acendeu. Não, não caiu nenhuma estranha mensagem do Céu, nem tive um sonho onde aparecia alguma divindade a dizer-me para criar um blog. Não, não tive esta ideia sozinha. "Talvez aceites o desafio e cries um, que dizes?", recebi numa mensagem de assunto: não haveria porquê de importar. Acho que por uma vez na vida deixei-me levar. Ainda não sei bem porquê, mas aqui estou eu a criar um blog. Aceitei o desafio, e posso dizer livremente que criei um blog e este é o meu primeiro post. Posso dizer que aceitei o desafio.
Bem, On Mondays I Rain.