sexta-feira, 17 de julho de 2009

Coise.

"Cabelo sem caspa reforça a sua confiança em atrair", era o que dizia o frasco de champô (não vou dizer a marca, obviamente, se não o preço das acções da companhia disparariam, e a economia mundial entraria em colapso). Não sei sem por que razão escrevi esta frase aqui, mas achei-lhe mesmo piada. Os rótulos de produtos capilares dizem (quase) sempre coisas interessantes. ''Viciado no estilo - para usar de manhã, à tarde e durante toda a noite! Party all the time!'', por exemplo. Hei-de fazer uma recolha de mais alguns exemplos, e post.to-os aqui, se é qe o verbo existe. (Pouco provável).
Adiante, estou sentada, com o portátil em cima dos joelhos, a obrigar-me a escrever quaquer coisa. Nunca gostei de ser obrigada escrever, e as minhas composições de escola nunca correram tão bem como deviam. Nunca gostei muito de pensar para um texto, que seja, escrito aparecer em minhas mãos. Sempre gostei que a escrita me saísse naturalmente, coisa que é verdadeiramente fantástica, quando acontece. Infelizmente não é muito frequente. Neste momento, estou a tentar arranjar um tema para o post, enquanto "enfio" palha aqui para dentro. Não está a resultar.
Cruzo os braços. Olho em volta, e reparo na minha cama, agora imaculadamente feita, a dar ar de que está sempre assim. Como se isso fosse possível.
Lembro-me que há noites em qe tenho pesadelos. Quando isso acontece, levanto-me e vou para a casa-de-banho, o sitio da casa com mais luz. Se nao resultar, lavo a cara e finalmente percebo a irracionalidade do que me atemoriza.
Lembro-me qe há noites em que tenho sonhos sem sentido, onde monstros de gelatina me perseguem e ofereço chávenas de chá com leite a formigas.
Lembro-me que há noites em que a minha imaginaçao esta ao rubro, e crio desenlaces que acordada nunca vim ou virei a pensar criar. Quando tinha sete anos, imaginei um drama, adaptado ao cinema, que ainda hoje me fascina. Ainda me lembro bem dos protagonistas. A personagem principal, tinha a cara de quem eu hoje sei pertecer ao senhor Ben Affleck, e a trapezista, a personagem principal do sexo feminino, era muito parecida com a senhora aqui de cima, se bem qe a cara nao estava bem definida, e eu nao conhecia a actriz. Pondo assim as coisas, nao parece assim tao fascinante, mas se um dia tiver paciência e tempo, sento-me e escrevo o guião, só para tirar as duvidas.
Lembro-me que há noites em penso e que há noites em que escrevo num papel um assunto, para dormir sobre ele.
E lembro-me que há noites em que durmo. Sem pensamentos, profundos ou não, sem interrupções, sem sonhos, sem pesadelos, sem nada. Acho que essas noites é que deveriam ser dignas do dito ''passadas em branco''. As noites em que não se dorme, nunca estão vazias de pensamentos, profundos ou não, de interrupções, de sonhos ou pesadelos (é possivel sonhar acordado). Acho que tudo depende das interpretações do conceito ''branco''. Será que significa o vazio, como automaticamente se assume, ou o cheio, contando com o facto de ser a mistura de todas as cores? Não sei, nem sei se gosto dessas noites, das vazias, digo. Acho que jogam demasiado pelo seguro, sem arriscar. Mas eu, como já devem saber, não sei de muita coisa.

Frase em estrangeiro:
Money can´t bring happyness. But money can buy ice-cream. Isn't that the same thing?
Nao sei onde li.

Cheguei.

Cheguei. Voltei do meu querido Al(agora All)garve, que, apesar de nao ser fascinante para a maior parte dos comuns mortais, para mim é. De qualquer maneira, estes dias de assimilação de vitamina D até souberam bem.
Espero, em breve, arranjar alguma coisinha mais ou menos (nao peço muito) decente para escrever. Quando arranjar, vocês saberão. Qualquer dia ainda apareço aqui com uma obra literária.
Ah, e eu também conheci o cão qe se apaixonou por uma pedra da calçada.

Frase em estrangeiro:
-Bloody hell, Harry!